Algumas das situações mais estranhas que eu já vivenciei foram, juro... nas maiores empresas do país! Mas foram em situações específicas: as famigeradas "dinâmicas de grupo".

As dinâmicas de grupo são atividades com objetivo de descontrair, desarmar os candidatos a uma vaga em uma empresa, para que, então, o recrutador possa conhecer melhor os participantes. (by Curricular)

Quem já passou por uma sabe: chega uma hora que vc se pergunta "o que eu to fazendo aqui?" São situações tão estranhas que beiram o bizarro: teatros, dancinhas, gincanas, vender produtos inexistentes ou absurdos, brincar de lego, lapis de cor, responder perguntas como "que animal vc seria?"... Tudo seria muito divertido não fossem 2 fatores:

  • Vc está tenso pois concorre a uma vaga de emprego.
  • O local (grandes e sóbrias empresas) e as pessoas (senhores de terno, jovens de social e cabelo "lambido"...) não criam um ambiente, digamos, propício.

Uma ótima matéria da Superinteressante (ed. 268, Agosto/09) trouxe os testes mais populares em entrevistas de emprego e os motivos de se utilizarem estes métodos. São técnicas de psicologia, e testes projetivos de personalidade utilizada pelos setores de RH... Fiquei me perguntando, com critérios tão complexos e subjetivos, essas técnicas não flertam com pseudociência?

Tudo bem que é difícil adotar somente critérios objetivos numa entrevista, praticamente impossível pois a própria circunstância traz subjetividade ao critério de análise dos candidatos. Porém, trago uma modesta sugestão a estas empresas:

Em 2001 a ONU instituiu o Ano Internacional do Voluntariado, o que fez com que o trabalho voluntário despertasse a atenção de profissionais, empresas e consumidores à responsabilidade social. Parte dos consumidores, já optaram ou deixaram de optar por empresas (ou produtos) em razão da sua responsabilidade social. Porque não fazer o mesmo com currículos?

A União Européia, em 2009, adotou um novo modelo de currículo, no qual o trabalho voluntário o integra, para que assim as características pessoais do candidato sejam avaliadas - capacidade de entrega a uma causa, domínio de línguas estrangeiras, dinâmica e mobilidade, por exemplo.

No Brasil, a importância do trabalho voluntário no currículo varia muito de acordo com a cultura da empresa. Mas existe uma tendência crescente de valorização! Apesar de todos verem com bons olhos o voluntariado, a prática desse tipo de trabalho ainda não é considerada um fator de desempate entre candidatos, podendo até chamar a atenção do empregador, mas não é um item decisivo.

Com essa nova perspectiva, além do cumprimento com a responsabilidade, o voluntário pode ser "melhor visto" em entrevistas de seleção, não esquecendo que prática voluntária pode até mesmo contar como experiência profissional.

Eu já trabalhei com estagiários voluntários em Juizados Especiais, que estavam ali sem remuneração, pela paixão ao Direito, e por entender que as dificuldades cotidianas do órgão necessitavam de ajuda voluntária. E essa atitude fazia com que mais pessoas tivessem acesso de qualidade ao Judiciário. Pessoas na quase totalidade, baixa renda.

Muito mais valoroso do que dancinhas e gincanas não?


OBS: Não. Eu não estou procurando emprego!

10 comentários

Paulão Fardadão Cheio de Bala disse... @ 1 de outubro de 2009 às 21:51

Teve quem, vindo do RS para Curitiba tentando uma vaga de emprego, ficou surpreso em como aqui no meu estado não valorizam a experiência nos juizados especiais, tão importantes lá na sua terra de origem.

Raphael disse... @ 1 de outubro de 2009 às 21:58

Muito valiosa a sua sugestão. Eu também odeio dinâmicas de grupo. Sorte que quando fui admitido na empresa em que trabalho não teve nenhuma.

Mas não creio que eu seja um adepto do trabalho voluntário.

Alice Daniel disse... @ 2 de outubro de 2009 às 14:49

Já participei de muita dinâmica de grupo, não para conseguir emprego. E em qualquer delas a pessoa precisa estar predisposta e aberta para tantas situações sem propósito.

Sara disse... @ 3 de outubro de 2009 às 16:01

Muito melhor! Eu sempre coloco os trabalhos voluntários que já realizei no currículo, se não é critério de desempate, tb não me desclassifica (eu acho). Agora essas dinâmicas acho desnecessárias, lembro que uma vez, numa entrevista, tivemos que vender chiclete mascado e um frauda usada, levei no bom humor e esportiva e com simpatia consegui vender os produtos "inusitados", mas secretamente acho completamente desnecessário, até porque: alguém vai utilizar a função de vender produtos bizarros? principalmente pra quem vai pro setor jurídico...

. disse... @ 13 de outubro de 2009 às 13:23

Dinâmica de Grupos participei de uma só pra ver que são desnecessárias, nossa qm jah foi em um monte jah ,fala tudo programado, assim como quem avalia... então pra que serve?

:)

Anônimo disse... @ 26 de outubro de 2009 às 14:53

mtoo bem garoto vc émto criativo,inteligente,e e eficaz,concerteza sera um grande promotor de grande sucesso,embora acho q vc deveria trab. na area social,ou ser um modelo rss..pq vcé mto bonito...rss um verdadeiro gatoo...em extinçao rss bjus saudadess amigo

Unknown disse... @ 26 de outubro de 2009 às 14:54

bom sou sua fã numero 3 rss..q vc continue brilhando com seus comentarios,serei sempre sua seguidora abraços meu anjoo..fica com deuss...flavia

Anônimo disse... @ 14 de dezembro de 2009 às 21:54

Boa noite, add o seu link no meu blog como parceiro, aceitando a parceria cole tb o meu link no seu blog e me mande um recado no blog ou um email: niltocarmelo@hotmail.com
espero o retorno, obrigado !

notebook acer disse... @ 11 de janeiro de 2010 às 14:45

O trabalho voluntário se faz importante pela experiência que podemos adquirir e enriquecer dentro de nossa carreira. Acho que em certos momentos principalmente no inicio de uma caminhada, se torna mais importante a experiencia que vamos adquirir do que uma recompensa por nosso trabalho. O trabalho voluntário é especial por isso.

Agencia de Turismo disse... @ 11 de janeiro de 2010 às 15:03

Eu também não consigo compreender muito bem esse tipo de dinâmica aplicada por algumas empresas para a escolha de novos funcionários. Acredito que os critérios técnicos são mais importantes na avaliação da real condição de cada candidato a exercer a função pretendida.

Comente: